Durante muitos anos, confundi tristeza com depressão. Quando me sentia mais para baixo, achava que estava deprimido. Quando alguém chorava, logo pensava que era depressão. Mas com o tempo — e principalmente ao buscar mais conhecimento e vivenciar de perto essas emoções — percebi que há uma diferença essencial entre os dois estados. E entender…
Durante muito tempo, achei que viver sem rotina era sinônimo de liberdade. Eu queria acordar a hora que quisesse, mudar meus planos no meio do dia e seguir apenas o que sentia no momento. Mas, com o passar dos anos, percebi que essa aparente liberdade me deixava mais ansioso, improdutivo e mentalmente cansado. Foi aí…
Durante muito tempo, eu achava que trauma era sinônimo de grandes tragédias. Acidentes, perdas súbitas, violências graves. Mas, aos poucos, entendi que trauma também pode ser silencioso, subjetivo e profundamente enraizado no corpo. Percebi que certos incômodos físicos e emocionais que carregava tinham origem em experiências que, na época, eu não consegui processar. Hoje, compreendo…
Durante muito tempo, achei que o cérebro era algo fixo, imutável. Eu pensava que nascemos com certas capacidades emocionais e que, ao longo da vida, tudo só ia se desgastando. Foi só quando conheci o conceito de neuroplasticidade que minha visão mudou completamente. Descobri que o cérebro pode se reorganizar, criar novas conexões e até…