Durante muitos anos, confundi tristeza com depressão. Quando me sentia mais para baixo, achava que estava deprimido. Quando alguém chorava, logo pensava que era depressão. Mas com o tempo — e principalmente ao buscar mais conhecimento e vivenciar de perto essas emoções — percebi que há uma diferença essencial entre os dois estados. E entender…
Durante muito tempo, eu subestimei o poder do toque e dos gestos de afeto. Achava que o carinho era apenas um detalhe, um bônus emocional. Mas em momentos de cansaço, tristeza ou solidão, percebi o quanto um abraço, um toque no ombro ou uma mão entrelaçada podiam me devolver ao presente e restaurar algo dentro…
Por muito tempo, repeti comportamentos que, no fundo, me faziam mal. Às vezes, era a procrastinação que sabotava meus próprios sonhos. Outras vezes, eram relações que insistia em manter, mesmo sabendo que me drenavam. Também havia aquela voz interna crítica, sempre pronta para me lembrar de cada erro. Eu não sabia na época, mas tudo…
Quando assumi meu primeiro cargo de liderança, pensei que o mais importante seria ter domínio técnico e saber delegar bem. Com o tempo, percebi que liderar pessoas vai muito além disso. O que realmente transforma um ambiente de trabalho é a forma como nos conectamos com quem está ao nosso lado. Descobri que a empatia…
Durante muito tempo, achei que viver sem rotina era sinônimo de liberdade. Eu queria acordar a hora que quisesse, mudar meus planos no meio do dia e seguir apenas o que sentia no momento. Mas, com o passar dos anos, percebi que essa aparente liberdade me deixava mais ansioso, improdutivo e mentalmente cansado. Foi aí…
Durante muito tempo, eu achava que trauma era sinônimo de grandes tragédias. Acidentes, perdas súbitas, violências graves. Mas, aos poucos, entendi que trauma também pode ser silencioso, subjetivo e profundamente enraizado no corpo. Percebi que certos incômodos físicos e emocionais que carregava tinham origem em experiências que, na época, eu não consegui processar. Hoje, compreendo…
Durante muito tempo, acreditei que produtividade era sinônimo de trabalhar sem parar. Achava que quanto mais tempo eu passasse na frente do computador, mais eficiente eu seria. Até que comecei a perceber sinais sutis — dores no corpo, cansaço mental, dificuldade de concentração e até irritação sem motivo. Foi quando descobri as micro pausas. Pequenos…
Durante muito tempo, fui meu próprio crítico mais severo. Sempre achava que faltava algo — mais desempenho, mais beleza, mais controle, mais perfeição. Me cobrava silenciosamente todos os dias, como se só ao atingir um ideal inalcançável eu pudesse, enfim, merecer descanso ou aceitação. Mas aos poucos, em meio à vida real, cheia de falhas,…
Durante muito tempo, eu associei disciplina a dureza. Achava que, para manter uma rotina, criar hábitos saudáveis ou alcançar objetivos, era preciso ser rígido, quase impiedoso comigo mesmo. O problema é que essa abordagem, baseada em cobrança e perfeccionismo, não só me deixava esgotado como me afastava dos meus próprios compromissos. Foi só quando conheci…
Durante muito tempo, acreditei que ser inteligente era sinônimo de ter bom raciocínio lógico, boas notas na escola e facilidade para resolver problemas técnicos. Mas com o tempo — e especialmente na convivência com outras pessoas — percebi que saber lidar com as emoções, tanto as minhas quanto as dos outros, era ainda mais importante.…